domingo, 27 de agosto de 2017

VIVEMOS NUM MUNDO DOENTE


O mundo ficou louco, apodreceu mergulhado num mar de lama, corrupção e injúrias, frutos de uma ambição descabida, do desprezo e da inveja. A mentira reina destruindo a honra, a lealdade e os valores que deveriam nos guiar. Subverteu-se à ordem natural das coisas, a vida não vale mais que uma cédula, uma joia, ou um bem material qualquer.
Perdeu-se a noção de quanto a vida é preciosa, de quanto poderia se fazer mais para que todos tivessem direito a viver com dignidade. Sinal dos tempos, talvez? Mas que tempos? O próprio tempo vem e vai como se nada mais importasse, inflexível, inexorável às mazelas humanas. Rindo-se de nós, fragilizados pela própria condição de miséria ao qual fomos submetidos.
Talvez não seja totalmente nossa culpa, quem sabe a maior culpa não seja da liberdade de arbítrio. Sim, o poder que reside em nós mesmos de poder direcionar nossas escolhas, se para o bem ou para o mal, não se pode mensurar.
A verdade absoluta é uma só – esquecemos para que propósito estamos aqui. Fechamos os olhos para o mundo e fazemos de nosso umbigo o único universo que realmente importa. A luta pela sobrevivência é insana, isso beira a selvageria e embrutece na maioria das vezes os sentimentos de união, afeto, humildade e respeito.
Algumas pessoas, por mais que pareçam cada vez mais escassas, não se deixam contaminar pela doença degenerativa que mata o sentido de nossa existência. Elas são oásis perdidos no qual buscamos inspiração para continuar a viver, a ter um pingo de esperança de que podemos, num mundo doente, fazer a diferença. O mundo está corroído, carcomido por uma onda que infesta a própria natureza interior do homem e é visível na sua natureza externa. Não há mais aura de energia positiva, há uma mancha sombria que se abate sobre nós. Alguns a chamam de inferno, de fim dos dias, de apocalipse ou de juízo final, não importa a nomenclatura, a realidade é bem mais que isso – injusta, cruel e porque não dizer inumana. Contudo, há ilhas, mesmo que se vá contra a maré, ou se seja uma gota d’água no oceano, existe uma certeza plena, só você pode fazer a sua parte. Se houver mais pessoas a pensar assim, a mudança cedo ou tarde acontecerá. Quando isso começar a acontecer, será o primeiro passo rumo a cura dos males humanos que trucidaram o mundo.

Há que se acreditar e continuar, apesar de tudo, fazer um pouco mais a cada dia, assim, de mãos dadas por um mesmo objetivo, possamos curar a maior doença do mundo, o mal que reside em nós mesmos.

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