sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

AMIZADES REAIS OU VIRTUAIS?


A amizade pode ser medida, classificada, qualificada ou colocada à prova? Quanto a isso não sei dizer, mas posso afirmar que ela em determinados momentos descreve nosso estado de espírito. O quanto nos sentimos gratos por dividir um sorriso, uma palavra, um gesto. Por serem diferentes, as pessoas são extremamente difíceis de concordarem uma com as outras. Mas quando se pode imaginar que um grande grupo de pessoas do mais diferentes lugares, modos e pensamentos se juntam e mostram que podem sim, seguirem atrás da felicidade. Sim, a felicidade existe e não se esconde no fim do arco-íris, ela está dentro de nós. É possível senti-la toda vez que mostramos ao outro o quanto podemos completá-lo, ajudá-lo, mostrar o quanto nos importamos, pois esse é o papel da amizade. É assim que conseguimos derrubar as diferenças e potencializar as virtudes. O bom amigo às vezes é melhor que um irmão, quando perdoa é sincero, quando você está triste te anima, quando você erra te chama atenção, pode até ser duro, mas às vezes estamos cegos e precisamos de um choque de realidade para acordar e olhar as coisas como elas realmente são. Descobri isso, e mais ainda, toda vez em que se tem o contato real com as pessoas, a alegria é maior, a interação é melhor e amizade é verdadeira. Podemos fazer milhares de amigos no mundo virtual, mas nenhum deles lhe sorrirá olhando nos olhos ou lhe dará um abraço. Na internet e redes sociais, as palavras soam agradáveis, mas até que ponto? Até onde vai a certeza de que podemos criticar a todos sem se preocupar com o limite do respeito? Amigo também dá puxão de orelha, mas sem perder de vista o ponto exato em que pode esticar a corda. Muitas vezes quando estamos em dúvida e não podemos contar com determinada pessoas, nos colocamos no lugar dela e imaginamos se ela estivesse ali com você, o que faria, o que lhe diria? Então, estar conectado com milhares de pessoas nos dá a sensação de não estamos completamente sozinhos? Sim, estamos. E vamos esquecendo cada vez mais de interagir coletivamente e vamos nos isolamos em nosso fones de ouvidos num imaginário mundo virtual perfeito, onde tudo é maravilhoso enquanto usamos fotos e imagens de alguns momento para mostrar aos outros o quanto somos felizes, esquecendo dessa forma nossos próprios dessabores. Os melhores amigos podem estar bem perto e o trocamos pelo celular, ou podem estar bem longe, mas ainda assim, pelo valor da amizade sincera você, apesar disso, não se sente só. Já no mundo virtual, você pode ter milhares de amigos, mas nenhum deles está de fato a seu lado quando preciso. Às vezes, estar cercado de amigos conectados é estar totalmente sozinho.
Então, reuna seu grupo de amigos, entre num ônibus, faça uma viagem, siga na estrada em busca da felicidade, e quanto ao celular, use apenas para registrar os momentos de verdadeira felicidade, aqueles momentos que devem ser especiais e lembrados para sempre.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

VOAR COM OS FILHOS


A vitória de nossos filhos na verdade é nossa vitória. Através deles parece que realizamos em parte o que não conseguimos para nós. Em medida que o tempo passa e vamos envelhecendo, aprendemos a ser mais tolerantes, a administrar com maior clareza os problemas, isso é parte natural do aprendizado, chama-se experiência. Quando chega o momento que os filhos tem que fazerem suas próprias escolhas é crucial que estejamos preparados para passar a eles essa experiência. Mesmo que suas escolhas num primeiro momento sejam equivocadas, faz parte do aprender que eles sintam-se apoiados, mesmo que depois parta o coração de um pai ver seu filho chorando ou decepcionado com algum projeto que não lhe rendeu resultados positivos, no entanto, é neste momento que mais do que cobrar resultados, você lhe deve estender a mão, lhe dizer para colocar um sorriso, vestir a melhor roupa e sair para ver que a vida é bem mais que aquela derrota. As derrotas são necessárias, elas fazem ressurgir pessoas mais fortes, pessoas resilientes, pessoas mais comprometidas em realizar seus objetivos. É dever os pais orientar, mas nunca exigir, pois às vezes a exigência tolha o poder de escolha e a liberdade dos filhos de se sentirem responsáveis por suas decisões. Não queremos filhos frustrados por terem sido levados a escolherem nosso sonhos e não os deles, filhos decepcionados por tê-los feito acreditarem que estávamos decidindo o melhor para eles segundo nossa visão, afinal, educar não é cortar as asas, é orientar o vôo. O que queremos e esperamos de nosso filhos é que se tornem adultos equilibrados, felizes e realizados em suas escolhas. Há as incertezas do caminho, as dúvidas, as inseguranças, mas isso é natural de quem tenta, pois só erra quem tenta. É certo que não se quer errar, mas o essencial é mesmo que se erre, fica a lição para que não se repita os erros. No fim, queremos sempre o bem para eles, e isso, de certa forma é uma alento para nós quando somos consultados acerca de qualquer assunto, mostra o quanto somos importantes para que eles decidam por si, mas sempre escutando a voz da experiência. São novas escolhas, novos caminhos e a mesma certeza, no final - queremos, tanto filhos como pais, ser vencedores. Fazer as escolhas certas, ter os objetivos realizados, mas acima de tudo, saber que contribuímos positivamente para fazer de nosso filhos pessoas bem melhores que nós. 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

VOCÊ PODE MAIS













A inveja é a arma do inconformados, já dizia a sabedoria antiga. No mundo de hoje, encontramos muitas pessoas inconformadas, muito mas por tentarem interferir na vida alheia que fazer algo de positivo para mudar a sua própria. Cada ano que termina encerra um ciclo de vida, é o tempo de fazer uma reflexão, tentar corrigir o que não deu certo, traçar objetivos, novas metas, realizar sonhos e desengavetar projetos empoeirados. A ação é primordial para que coisas boas aconteçam. Pessoas pessimistas só reclamam e não buscam realizar seus sonhos, estão mais ocupadas em reparar no êxito do outro. Mas do que falar de alguém, o importante é falar com alguém, levar uma palavra de incentivo, de apoio de esperança. Muitas pessoas só desejam um sorriso, um abraço, um apoio para se sentirem mais fortes. O Natal e o ano novo se encaixa nesse momento, no entanto, incentivar o sucesso do outro é o que deveríamos fazer todos os dias, isso faz com que o universo trabalhe a seu favor e lhe traga também inúmeras realizações. Prometemos para nós mesmos sermos melhores no ano que começa, mas tão logo começam as dificuldades, esquecemos isso e já estamos cometendo os mesmo vícios e maus hábitos. Porque isso acontece? Talvez porque não dizemos para nós mesmos todos os dias - "hoje serei bem melhor que ontem e tudo vai dar certo". Se assim não se faz, é nesse momento passamos novamente a nos inconformar com tudo que acontece ao nosso redor e não fazemos nada para mudar a situação. O sucesso alheio nos incomoda, o sorriso do outro nos ofende e parece que tudo de bom só acontece com o outro, ou seja, "a grama só é mais verde no quintal do vizinho". Esqueçamos isso, que o ano novo seja "sim, eu posso, vou conseguir, vou vencer", com este pensamentos e respeitando o próximo, somos capazes de fazer coisas maravilhosas.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O PAÍS DOS SONHOS NÃO É AQUI


Me assusta viver num país onde a corrupção, a desfarçatez, o empreguismo político e os interesses mesquinhos de uma dúzia de párias estão acima da honra, do caráter, da valorização da vida humana e até mesmo da dignidade de um povo. Tudo no país está falido suas instituições destroçadas pelo mal da falta de honestidade, pela mancha da falta de ética e pela imoralidade estampada na cara dos que não tem senso de humanidade. Basta um olhar, para ver que o sistema de saúde é uma ferida aberta que mata o povo (o que mais precisa dele) não constrange nem um pouco o governo (esse mesmo que criou uma falência múltipla de alguma coisa que um dia funcionou nesse país) principal responsável por administrar o dinheiro pago com os imposto, o suor e o desespero de nossa gente. E esse é um ponto crucial da grande chaga aberta, tarifações, taxas, impostos, aumentos e contribuições forçadas (pois se é contribuição, caberia o cidadão pagar ou não) que só servem para alimentar uma máquina cara, inchada e garantir privilégios a políticos que não serve absolutamente para nada no que diz respeito a melhorar a vida do povo. As poucas instituições que mereciam a confiança da população estão sendo desacreditadas pelo próprio governo, interessado em sucatear o sistema para vendê-lo aos grandes grupos econômicos. Seria muito, mas muito interessante um estudo sociológico que possibilitasse a classe política (pois esta de fato é uma classe à parte que vive num mundo aristocrático longe da realidade do povo) a viver com o salário, que eles rotulam de mínimo, pelo menos por uns seis meses. Talvez alguns deles enlouquecessem ou se matassem, visto que viver de mordomia e não trabalhar é fácil, ganhar honestamente o pão de cada dia e se virar com pouco mais de mil reais isso é que é difícil. Hoje, o político eleito para legislar pelo povo passou a legislar em causa própria, a interesse de alguém ou corporativamente. Claro que não se pode generalizar, há bons elementos na política (cada vez mais raros) e com intenções sérias, mas são células isoladas no meio desse cranco que se instalou em todos os níveis da administração. Não tenho a utopia de dizer que poderíamos viver em uma sociedade perfeita, mas pelo menos copiar de outros países o que funciona. Há no Brasil um facilidade para se aprovar leis, aumentos, taxas e outros absurdos que no fundo jamais beneficiam a população (apenas a grupos do próprio governo, que se matam por cargos, privilégios e projetos de poder) e tiram dela o que ela já não pode mais dá, colocando o Brasil como um dos países com os tributos mais caros do mundo. Posso até concordar em pagar, desde que de fato a educação, a saúde, a segurança, os programas sociais, a previdência e a infraestrutura funcionassem. As estradas estão intransitáveis (onde acham que a solução é empresas particulares cobrarem pedágios para administrar, não funciona), a previdência sucateada e acreditem, a reforma é uma grande desculpa para tapar um rombo que o próprio governo criou e não tem como pagar. Reformas políticas, trabalhista, econômicas, nenhuma delas traz nenhum benefício de fato à população, no fundo, atende as necessidades do próprio governo. Para que investir em educação? É mais interessante a eles, ter pessoas sem conhecimento e sem senso crítico, são mais manipuláveis. Quem questiona incomoda. Nenhum partido (e aqui tem tantos que se juntar em um só ainda assim não presta) quer ser questionado. Ser político hoje no Brasil é poder empregar a mulher, os cunhados, os irmãos, os filhos, a mãe, o pai, os agregados e os amigos, arrumar todo mundo, menos defender o interesse do povo, pois se somar os votos dos amigo, dos agregados e da família, com certeza o sujeito não seria eleito. Pobre povo, é lembrado e usado na época de campanha apenas como massa de manobra. Nossos parlamentares que querem ou pensam em fazer alguma coisa, são asfixiados pela grande maioria que não votam os projetos de fato interessantes para o povo. E ainda dizem que democracia é o governo feito pelo povo e para o povo. Não aqui. 
No parlamento inglês, um dos mais tradicionais do mundo, não há mordomias, ajuda de custo, auxílio moradia, verba de gabinete, adicionais, carro oficial, apartamento funcional, auxílio paletó, plano de saúde (se a saúde funcionasse, não existiriam planos), lá, os parlamentares vão trabalhar de ônibus, de metrô ou vão no seu próprio carro e moram em suas próprias casas (God save the Queen and not the president). Há que haver um despertar popular, sem políticos por trás, (pois geralmente sempre tem um para querer levar os créditos) uma autoconsciência das massas, a quem chame de levante, despertar, revolta, não sei qual termo seria o mais apropriado, a verdade é que o povo perdeu o brio, talvez massacrado até ser desprovido de saber a força que tem. Mas acredito que o conhecimento, a informação e a educação é o que levará o cidadão a um nível de consciência de que ele pode, deve e saberá fazer a diferença. É através do trabalho, da solidariedade, da união e do desejo de mudança que se dará o passo seguinte. Da forma como está, é impossível. Não há regime ou governo perfeito, mas há governo justo, que trata bem seu povo (Reino Unido, Canadá, Austrália, França, Suécia, Noruega, Finlândia, Chile, Islândia, Suíça, Luxemburgo, Holanda, Singapura, Nova Zelândia, Dinamarca, Portugal, Japão e outros países mundo afora) tem respeito pelo seu povo. Não sei se vejo isso, mas alimento o desejo (pois esperança é utopia) de que meu netos ou bisnetos tenham um país melhor do que o que vivo hoje. Se não um país dos sonhos, pelo menos um onde seu direitos e dignidade sejam respeitados. Mas por enquanto, o país dos sonhos não é aqui.

domingo, 27 de agosto de 2017

VIVEMOS NUM MUNDO DOENTE


O mundo ficou louco, apodreceu mergulhado num mar de lama, corrupção e injúrias, frutos de uma ambição descabida, do desprezo e da inveja. A mentira reina destruindo a honra, a lealdade e os valores que deveriam nos guiar. Subverteu-se à ordem natural das coisas, a vida não vale mais que uma cédula, uma joia, ou um bem material qualquer.
Perdeu-se a noção de quanto a vida é preciosa, de quanto poderia se fazer mais para que todos tivessem direito a viver com dignidade. Sinal dos tempos, talvez? Mas que tempos? O próprio tempo vem e vai como se nada mais importasse, inflexível, inexorável às mazelas humanas. Rindo-se de nós, fragilizados pela própria condição de miséria ao qual fomos submetidos.
Talvez não seja totalmente nossa culpa, quem sabe a maior culpa não seja da liberdade de arbítrio. Sim, o poder que reside em nós mesmos de poder direcionar nossas escolhas, se para o bem ou para o mal, não se pode mensurar.
A verdade absoluta é uma só – esquecemos para que propósito estamos aqui. Fechamos os olhos para o mundo e fazemos de nosso umbigo o único universo que realmente importa. A luta pela sobrevivência é insana, isso beira a selvageria e embrutece na maioria das vezes os sentimentos de união, afeto, humildade e respeito.
Algumas pessoas, por mais que pareçam cada vez mais escassas, não se deixam contaminar pela doença degenerativa que mata o sentido de nossa existência. Elas são oásis perdidos no qual buscamos inspiração para continuar a viver, a ter um pingo de esperança de que podemos, num mundo doente, fazer a diferença. O mundo está corroído, carcomido por uma onda que infesta a própria natureza interior do homem e é visível na sua natureza externa. Não há mais aura de energia positiva, há uma mancha sombria que se abate sobre nós. Alguns a chamam de inferno, de fim dos dias, de apocalipse ou de juízo final, não importa a nomenclatura, a realidade é bem mais que isso – injusta, cruel e porque não dizer inumana. Contudo, há ilhas, mesmo que se vá contra a maré, ou se seja uma gota d’água no oceano, existe uma certeza plena, só você pode fazer a sua parte. Se houver mais pessoas a pensar assim, a mudança cedo ou tarde acontecerá. Quando isso começar a acontecer, será o primeiro passo rumo a cura dos males humanos que trucidaram o mundo.

Há que se acreditar e continuar, apesar de tudo, fazer um pouco mais a cada dia, assim, de mãos dadas por um mesmo objetivo, possamos curar a maior doença do mundo, o mal que reside em nós mesmos.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

ANTES DO COMEÇO....




Esta é uma pequena passagem, na verdade uma espécie de prólogo de meu mais novo livro. Uma história mística com seres que habitavam o universo remoto e que veio a originar o nosso universo. Aguardem essa é uma literatura de aventura fantástica como você nunca leu.

“Nos confins do mundo, acima das montanhas geladas do mais alto ponto da terra dos homens, existe um lugar onde para eles a morte é certa. Lá, o vento corta os ossos e o frio congela a alma dos mortais mais corajosos. Em meio a este deserto branco de gelo e de escarpas íngremes, a vida é negada aos aventureiros.
Nestas paragens ermas, eleva-se o gigante de pedra que ultrapassa as nuvens, nele se oculta o portal místico para Celéstia, a cidade dos eternos.
Em eras antigas, Theos, o supremo, determinou que para adentrar ao berço do conhecimento celeste, um dos filhos dos homens chegaria à ponte dos mundos com a missão de reunir para todo o sempre Celéstia e Humá-Niah.
Uma vez na presença do portal místico, apenas, quem possuir a pedra de Eile, e ser descendente direto do pai de todos os homens, poderá abri-lo.
Esta foi a única esperança que restou aos filhos de Humá-Niah, desde de que Eile, Senhor imortal e detentor da Gemina-prima entoou a cântico da criação para os filhos de Nhurk.   
Mas saibam, ó mortais! Aquele que dentre vós fizer a travessia do portal de Mytratus, estará trilhando um caminho sem volta, porque apenas aos Elohins foi dado o privilégio de caminhar entre as estrelas.”


(Escritos de Hodesian, Tomo Terceiro, Sexta passagem)